Quando era miúda jogava à bola com os rapazes, tinha uma colecção de berlindes e perdi metade nas jogadas "a valer", fazia corridas de bicicleta numa rua com metro e meio de largura e tinha, com o meu primo, uma cabana feita com meia dúzia de tábuas de madeira, debaixo de uma figueira e as minhas primas tinham outra na figueira ao lado. E eram duas figueiras enormes. As tardes eram passadas ora por lá, ora rebolando colina abaixo. Chamávamos a nossa de "cabana da caganita".
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domingo, 31 de janeiro de 2010
Para mais tarde recordar
Quando era miúda jogava à bola com os rapazes, tinha uma colecção de berlindes e perdi metade nas jogadas "a valer", fazia corridas de bicicleta numa rua com metro e meio de largura e tinha, com o meu primo, uma cabana feita com meia dúzia de tábuas de madeira, debaixo de uma figueira e as minhas primas tinham outra na figueira ao lado. E eram duas figueiras enormes. As tardes eram passadas ora por lá, ora rebolando colina abaixo. Chamávamos a nossa de "cabana da caganita".
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
As amizades valem o que valem
Tenho para mim que, às vezes, sou muito branda com as pessoas. Nunca fui de guardar rancor, não há duas sem três e eu dou as oportunidades que são precisas. Sempre me ensinaram a perdoar. Não acredito em grandes amores mas acredito que, num momento muito especial, duas pessoas são capazes de se sentir verdadeiramente bem na companhia uma da outra.Não gosto das amizades feridas. Os amores, esses, são para esquecer mas as amizades feridas doem mais, custam a esquecer, custam a enfrentar. E custa voltar a estar com as pessoas em quem confiámos um dia. Nas pessoas que nos fizeram acreditar que o mundo não é tão negro como o pintam. Nas pessoas que nos ampararam nos dias que mais precisávamos. Nas companhias de longas horas que estiveram sempre ali.
E custa, hoje em dia, estar com quem admiro, sabendo que em troca recebo falsas palavras. Já diz o meu João que não me percebe, que era incapaz de estar com alguém que o desiludisse. Concluo que também a outra pessoa se sente assim, eu é que não.
E custa, hoje em dia, estar com quem admiro, sabendo que em troca recebo falsas palavras. Já diz o meu João que não me percebe, que era incapaz de estar com alguém que o desiludisse. Concluo que também a outra pessoa se sente assim, eu é que não.
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